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Corinthians busca oitavo título em final contra São Paulo no Brasileirão

Em resumo

  • Corinthians busca seu oitavo título em sua décima final consecutiva, enquanto São Paulo volta a uma decisão após dois anos.
  • Na única vez que se enfrentaram na primeira fase, Corinthians venceu por 2 a 1 e carrega o melhor ataque do torneio.
  • O Tricolor chega sem desfalques com a defesa menos vazada da competição, em busca de seu primeiro título desde 1997.
  • O primeiro jogo ocorre neste sábado (25 de setembro) na Neo Química Arena, com volta marcada para 3 de outubro no Morumbis.

A decisão do Campeonato Brasileiro Feminino 2026 será definida em dois encontros entre Corinthians e São Paulo. O primeiro jogo ocorre neste sábado (25 de setembro), às 16h30, na Neo Química Arena, com transmissão pela TV Globo, sportv, ge tv, TV Brasil, NSports e UOL. A volta está marcada para o próximo sábado (3 de outubro), também às 16h30, no Estádio do Morumbis. Os dois jogos definirão quem levantará o troféu da maior competição estadual de futebol feminino brasileiro.

As duas maiores campanhas em rota de colisão

O confronto reunirá os dois melhores desempenhos da primeira fase, um encontro que colocará frente a frente as potências que dominaram a fase de grupos da competição. Quando se enfrentaram durante a disputa regular, foi o Corinthians quem levou a melhor, vencendo por 2 a 1, um resultado que revelaria a hegemonia das Brabas naquele momento inicial da competição. Ambas venceram as semifinais com autoridade, caminhando para a decisão como candidatas legítimas ao título nacional. Este será um reencontro que promete revanche desde o primeiro toque de bola.

Corinthians em busca do oitavo título

O Corinthians chega à final com o objetivo de conquistar seu oitavo título no Brasileiro Feminino, reforçando sua hegemonia histórica no futebol feminino nacional. As Brabas completarão sua décima final consecutiva na competição, uma sequência que exemplifica a solidez de seu programa de desenvolvimento e investimento contínuo. O título mais recente da equipe data da temporada passada, em 2025, quando também terminou acima de todas as adversárias na disputa pelo troféu. Nas semifinais, o Corinthians eliminou o Bahia de forma convincente, vencendo ambos os duelos por 1 a 0 e avançando à decisão sem fraquejos em suas atuações dentro de campo.

Jhonson em evidência por desempenho ofensivo

A atacante Jhonson foi a grande protagonista das eliminatórias, marcando em cada uma das duas partidas contra o Bahia e mostrando toda sua capacidade ofensiva no período mais importante da campanha. Seu desempenho em fase decisiva atraiu o interesse do técnico Arthur Elias da seleção feminina, que a incluiu na lista de convocadas para os próximos amistosos internacionais, agendados para outubro. Além de Jhonson, o Corinthians cedeu mais três atletas para fortalecer o time nacional: a zagueira Thaís Ferreira, que será importante na defesa das Brabas durante a final, e as meias Duda Sampaio e Jaque, que contribuem para o setor intermediário da seleção brasileira.

São Paulo buscando histórico que falta desde 1997

O São Paulo retorna a uma final do Brasileiro Feminino depois de dois anos de ausência de decisões nacionais. A última oportunidade de disputar o título ocorreu em 2024, quando a equipe enfrentou exatamente o Corinthians e terminou derrotada, uma lembrança que certamente motiva o Tricolor para esta nova chance de reverter seu destino. O único título do São Paulo nesta competição remonta a 1997, um feito que completa quase três décadas sem novos troféus e que justifica o favoritismo com que o clube busca reverter sua trajetória neste torneio tão competitivo. Na semifinal, o time eliminou o Flamengo com uma vitória de 1 a 0 no Brinco de Ouro da Princesa, confirmando seu padrão defensivo sólido e sua capacidade de vencer jogos apertados.

Kesia marca nos minutos finais e garante a classificação

Kesia foi quem anotou o gol decisivo nos minutos finais da partida contra o Flamengo, levando o São Paulo para a decisão com autoridade e dramaticidade. Com essa vitória, a sequência invicta das Soberanas na competição chegou a dez vitórias e um empate, acumulados em 11 partidas disputadas, um registro que demonstra a consistência da campanha da equipe tricolor no torneio.

Carlinha e Tayla reforçam seleção brasileira

O São Paulo contribui para os amistosos de outubro da seleção feminina através de duas atletas de importância para a estrutura defensiva. Carlinha é convocada como goleira titular em condições normais de saúde, enquanto Tayla, a zagueira, também viaja para representar o Brasil nos próximos compromissos internacionais. Ambas receberam convocação do técnico Arthur Elias.

Corinthians com desfalques; São Paulo em condições normais

O Corinthians viaja para a final enfrentando desafios na escalação que podem influenciar seu desempenho tático e sua força defensiva. A zagueira Thaís Regina cumpre suspensão automática após expulsão na volta das semifinais, abrindo espaço para Agustina Barroso assumir a retaguarda ao lado de Duda Mineira e Thaís Ferreira. A zagueira Erika é dúvida porque está se recuperando de desconforto no joelho esquerdo, uma lesão que a tirou do último confronto contra o Bahia. A volante Ana Vitória permanece incerta por desconforto muscular, outro ponto que preocupa o técnico Emily Lima na montagem da escalação para enfrentar a ofensiva tricolor.

O São Paulo não registra desfalques oficiais para o primeiro confronto e chega em condições plenas de saúde física. O técnico Thiago Viana pretende repetir a mesma escalação que venceu o Flamengo, aproveitando o bom momento e a continuidade tática do time nas últimas partidas disputadas.

Escalações prováveis:

Corinthians: Nicole Ramos; Erika (Agustina Barroso), Duda Mineira, Thaís Ferreira; Gi Fernandes, Duda Sampaio, Vic Albuquerque, Belén Aquino, Tamires; Gabi Zanotti, Jhonson.

São Paulo: Carlinha; Bruna Calderan, Tayla, Carol Gil; Duda Serrana, Karla Alves, Robinha, Bia Menezes; Isa Guimarães, Aline Milene, Vi Amaral (Giovanna Crivelari).

Melhor ataque contra melhor defesa em espetáculo tático

Segundo ge futebol feminino, o Corinthians ostenta o ataque mais positivo do torneio, uma característica que define sua identidade ofensiva ao longo da competição. O São Paulo, em contrapartida, possui a defesa menos vazada, um ponto forte que permitiu ao Tricolor chegar à decisão em condições de competir pelo título nacional. Este confronto entre a maior força ofensiva e a maior solidez defensiva promete ser um duelo equilibrado em termos táticos e estratégicos. O Corinthians tentará romper a defesa tricolor com sua potência ofensiva e velocidade no ataque, enquanto o São Paulo buscará explorar oportunidades de contra-ataque e transições rápidas para surpreender a defesa das Brabas.

Arbitragem da final

Francielly Fernanda Lima de Castro (MG) apitará o primeiro jogo, sendo responsável pelas decisões principais em campo. A assistência será feita por Brigida Cirilo Ferreira (AL) e Karla Renata Cavalcanti De Santana (PE), ambas com experiência em grandes partidas da competição. Ruthyanna Camila Medeiros da Silva (PB) atuará como quarta árbitra, possível substituta em caso de qualquer questão que impossibilite alguma das árbitras. Elizabete Esmeralda Cordeiro dos Santos Gomes (CE) operará o VAR, o sistema de videoadministração que pode revisar as decisões polêmicas do confronto e garantir a justiça nas decisões mais importantes.

Fonte: ge > futebol feminino

Perguntas frequentes

Qual foi o resultado do confronto entre Corinthians e São Paulo na primeira fase?

Corinthians venceu por 2 a 1 no único encontro entre as equipes durante a fase de grupos do Brasileirão Feminino 2026.

Quantos títulos Corinthians e São Paulo têm no Brasileirão Feminino?

Corinthians tem sete títulos e busca o oitavo nesta final. São Paulo tem um único título, conquistado em 1997.

Quem marcou o gol que levou São Paulo à final?

Kesia marcou o gol decisivo nos minutos finais do confronto contra o Flamengo na semifinal.

Written by
Fernanda Quaresma

Fernanda Quaresma cobre as categorias de base e formação do futebol feminino brasileiro — sub-17, sub-20 e os centros de treinamento dos principais clubes. Acredita que o futuro do esporte se constrói nas categorias de formação.