Em resumo
- FIFA e Common Goal anunciaram parceria para apoiar 15 organizações no Brasil, visando expandir oportunidades para meninas e mulheres no futebol.
- A iniciativa beneficia comunidades urbanas e rurais das 8 cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
- Aline Pellegrino, diretora executiva do Comitê Organizador da Copa 2027, destaca que o programa alinha-se aos objetivos da FIFA e pode servir como inspiração para que o país inteiro apoie as novas gerações de mulheres.
- Três organizações de destaque (Instituto Esporte Mais, Empodera e Instituto Futebol de Rua) coordenam uma rede nacional de 12 projetos focados em inclusão, segurança e equidade no esporte.
A FIFA e a Common Goal anunciaram uma parceria estratégica em São Paulo que marca um avanço significativo na expansão do futebol feminino no Brasil. O programa vai apoiar 15 organizações em todo o país para criar mais oportunidades para meninas e mulheres através do esporte. O momento é estratégico: faltando pouco mais de um ano para a realização da primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul, em 2027, a iniciativa busca preparar o terreno para que o torneio histórico inspire gerações de atletas.
Uma Rede Nacional de Transformação
A estrutura do programa revela uma abordagem estratégica para amplificar o impacto social. Três organizações de reconhecido trabalho no Brasil — Instituto Esporte Mais, Empodera e Instituto Futebol de Rua — atuam como coordenadoras de uma rede que engloba outras doze instituições. Juntas, essas 15 organizações trabalham em comunidades urbanas e rurais distribuídas por todo o território nacional, com foco explícito em garantir condições seguras e inclusivas tanto dentro quanto fora dos campos de jogo. A diversidade das instituições parceiras reflete a compreensão de que o desenvolvimento do futebol feminino exige expertise em múltiplas frentes: desde formação técnica até empoderamento social e acesso em comunidades vulneráveis.
As Organizações que Compõem a Rede
Além dos três coordenadores principais, o programa integra Formação, O Pequeno Nazareno, love.fútbol, Fazer Acontecer, Fundação Gol de Letra, Instituto Brasileiro de Futebol Feminino, Fundação Esportiva Educacional Pró Criança e Adolescente, Meninas em Campo, Pazear, Plan International Brazil, Gol Girls e Fundação Angélica Goulart. Cada uma traz trajetória consolidada no desenvolvimento de programas para meninas e mulheres, seja através de formação técnica, empoderamento social ou acesso ao esporte em comunidades carentes. A amplitude dessa rede garante que a iniciativa não fica restrita a um único tipo de ação, mas sim abrange diferentes abordagens para o mesmo objetivo.
Common Goal no Contexto Brasileiro
A Common Goal funciona como um movimento global que une jogadores, organizações e torcedores em torno do potencial transformador do futebol. No Brasil, essa atuação se concretiza através de iniciativas como a Equal Pay Effect, cujo compromisso central é promover equidade entre homens e mulheres tanto na modalidade quanto na sociedade de forma mais ampla. A organização escolheu o Brasil como território prioritário para expandir seus programas porque o futebol feminino está em momento de crescimento exponencial, criando uma janela única para influenciar estruturas e narrativas em formação.
Os Objetivos da Colaboração
O programa foi desenhado com objetivos concretos e mensuráveis que vão além de números de participantes. A prioridade imediata é expandir as oportunidades de acesso ao futebol para meninas e mulheres em diferentes contextos socioeconômicos. Além disso, a iniciativa busca fortalecer a infraestrutura de organizações que já atuam nessa frente, ampliando seu alcance e capacidade de impacto em comunidades que muitas vezes não têm acesso a programas de qualidade. Um terceiro pilar está centrado na criação de ambientes verdadeiramente seguros e inclusivos, onde questões como segurança, respeito e igualdade de gênero sejam princípios fundamentais — não extras adicionados.
Alinhamento com os Objetivos da FIFA
A FIFA identificou nessa colaboração uma oportunidade de alinhar o desenvolvimento do futebol feminino brasileiro com seus objetivos estratégicos globais. Investir em programas de base alguns anos antes de um Mundial feminino no país gera um efeito multiplicador que transcende números. Não apenas expande o número de meninas com acesso ao esporte, mas também constrói uma narrativa de inclusão que transborda para toda a sociedade brasileira, influenciando políticas públicas, investimento privado e, fundamentalmente, a forma como meninas e mulheres veem a si mesmas no universo do futebol.

Copa do Mundo 2027: O Catalisador da Mudança
A primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul será disputada em 2027, e o Brasil é o país escolhido para esse evento histórico. A competição será sediada em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A estratégia da FIFA e da Common Goal é garantir que os benefícios dessa iniciativa de colaboração alcancem especificamente as comunidades nas regiões das cidades-sede, criando uma conexão direta entre o desenvolvimento de meninas locais e o torneio que suas comunidades vão sediar.
Impacto Territorial e Representatividade
Ao direcionar parte dos esforços para as oito cidades-sede, o programa cria uma oportunidade única na história recente do esporte no Brasil. Meninas que recebem apoio e formação através do futebol em suas comunidades terão a chance de vivenciar uma Copa do Mundo feminina ocorrendo em seu próprio país, potencialmente assistindo partidas em seus estádios locais. Isso transcende o futebol como esporte. É uma mensagem poderosa sobre possibilidades, representatividade e o direito de meninas a ocupar espaços de destaque — não como espectadoras, mas como protagonistas de seu próprio futuro no esporte.
A Liderança de Aline Pellegrino
Aline Pellegrino, ex-jogadora da Seleção Brasileira e atual Diretora Executiva do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2027, esteve presente na apresentação da iniciativa. Sua trajetória como atleta profissional de alto nível e agora em posição de liderança institucional confere credibilidade singular ao programa. Durante o evento realizado no último sábado, 6 de julho, em São Paulo, Pellegrino articulou a importância histórica do momento e a responsabilidade que as organizações carregam.
Visão Transformadora para 2027
“O Mundial Feminino no Brasil será um feito histórico, não somente porque, graças a programas como este, podemos servir de inspiração para que todo um país apoie as novas gerações de mulheres”, declarou Pellegrino. Sua fala sintetiza a ambição central do programa: transformar a Copa do Mundo 2027 em um catalisador para mudanças estruturais no acesso, oportunidade e valorização do futebol feminino brasileiro. Pellegrino compreende, pela sua experiência, as barreiras que meninas enfrentam para chegar ao futebol profissional, e vê nessa iniciativa uma chance de desmontá-las antes que as próximas gerações as encontrem.
Comunidades Urbanas e Rurais no Mesmo Programa
Uma característica distintiva dessa iniciativa é seu compromisso explícito com a inclusão de comunidades rurais, um diferencial crucial. Historicamente, programas de desenvolvimento esportivo tendem a se concentrar em grandes centros urbanos onde há maior concentração de recursos, infraestrutura e visibilidade. Aqui, a estratégia incorpora desde o início o desafio de levar oportunidades para meninas em áreas rurais, reconhecendo que o potencial de talento não se concentra apenas nas metrópoles e que o direito ao esporte é universal.
Equidade Geográfica como Princípio
As 15 organizações envolvidas possuem enraizamento em diferentes regiões do país, o que facilita a implementação de ações culturalmente sensíveis e adequadas aos contextos locais. Uma organização trabalhando em região de semiárido enfrenta desafios estruturais distintos daqueles em centros urbanos do Sudeste. O programa reconhece essa diversidade e trabalha para criar respostas proporcionais a cada realidade, em vez de aplicar uma solução única de cima para baixo. Essa abordagem aumenta significativamente as chances de que a iniciativa produza resultados genuínos e sustentáveis nas comunidades que as organizações parceiras servem.
O Potencial Transformador do Futebol
No núcleo dessa colaboração FIFA-Common Goal está uma premissa validada por anos de pesquisa e experiência prática: o futebol é um instrumento poderoso de transformação social, especialmente quando dirigido a meninas e mulheres. Meninas que acessam o esporte não apenas desenvolvem habilidades técnicas ou ganham em saúde física. Frequentemente experimentam aumento substancial de autoconfiança, constroem redes de relacionamentos mais amplas e desenvolvem consciência de seus direitos. Quando esse acesso é acompanhado de programas que enfatizam segurança, inclusão e equidade, o impacto multiplica-se, gerando efeitos que extrapolam os limites do campo de jogo e atingem a trajetória pessoal, profissional e cívica dessas meninas.
Perguntas frequentes
Quantas organizações serão apoiadas pela iniciativa FIFA e Common Goal?
A iniciativa vai apoiar 15 organizações que trabalham em todo o território nacional brasileiro, coordenadas por três instituições de destaque: Instituto Esporte Mais, Empodera e Instituto Futebol de Rua.
Quais são as 8 cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027?
As cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Qual é o objetivo principal da Common Goal no Brasil?
Trabalhar com as 15 organizações para criar mais oportunidades para meninas e mulheres por meio do futebol, garantindo condições seguras e inclusivas dentro e fora de campo, em comunidades urbanas e rurais de todo o país.