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Geyse marca de bicicleta e oferece gol ao irmão: ‘É meu anjo protetor’

Em resumo

  • Geyse marcou de bicicleta no minuto 38 do primeiro tempo e dedicou o segundo gol da vitória 3×1 sobre a Argentina ao irmão Geovanne Ferreira, falecido em janeiro de 2025.
  • Após a morte do irmão, a atacante enfrentou depressão no Gotham (EUA), mas recuperou-se emocionalmente no América (México) com apoio da psicóloga e companheiras.
  • Nos últimos dez jogos pelo América, Geyse marcou 16 gols e deu 3 assistências, levando o auxiliar Rodrigo Iglesias a considerá-la no melhor momento da carreira.

O gol dedicado

No minuto 38 do primeiro tempo, Brasil e Argentina se enfrentavam no Beira-Rio quando Geyse arriscou uma bicicleta que entrou para o segundo gol da vitória por 3 a 1. Após marcar, a atacante correu para comemoração, ergueu as mãos e apontou o braço onde carrega uma tatuagem de homenagem. O gesto não era aleatório: o nome tatuado ali era de seu irmão Geovanne Ferreira, que faleceu em um acidente de carro no início de 2025.

“Veio ele na minha cabeça”, relatou Geyse ao ge > futebol feminino sobre o que pensou no momento da bicicleta.

A atacante explicou que o irmão ocupa lugar especial entre suas tatuagens. “Tenho o nome dele tatuado aqui com uma estrela. Sempre que faço gol, dou meu mortal e levanto os braços para dedicar a ele, e beijo a tatuagem. Tenho o nome de todos os irmãos, mas o dele tem uma estrela”, afirmou. Para Geyse, o significado vai além da homenagem visual. “Creio que ele é meu anjo protetor. Está orgulhoso de mim e da trajetória que eu venho fazendo nessa temporada”, completou.

O luto e a quase desistência

A morte do irmão, em janeiro de 2025, colocou a carreira em risco. Geyse chegou a pensar seriamente em abandonar o futebol profissional. Pouco após a perda, recusou uma volta ao Manchester United na Inglaterra, preferindo lidar com o luto longe do futebol de elite europeu.

Depressão no futebol americano

Na sequência, Geyse se viu enfrentando depressão enquanto atuava no Gotham, equipe dos Estados Unidos. O ambiente não oferecia o suporte emocional que ela precisava naquele momento crítico. A combinação entre o luto recente e a dificuldade de se adaptar no futebol norte-americano a deixou em posição vulnerável.

Reencontro com leveza no México

O ponto de virada chegou quando Geyse se transferiu para o América, do México. Lá, encontrou o apoio que buscava. Tanto as companheiras quanto a psicóloga do clube atuaram como rede de proteção fundamental para sua reconstrução emocional. Motivada pela memória do irmão e pelo apoio familiar, a atacante começou a se reestruturar.

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Retorno à Seleção

Após meses longe da seleção, Geyse voltou a ser convocada e, no sábado, voltou a marcar pela equipe nacional. O gol de bicicleta contra a Argentina sintetizava seu regresso: artístico, decisivo e carregado de significado pessoal. A trajetória que a levou de volta à Seleção começou muito antes, na transferência para o México, onde reencontrou a confiança necessária para lutar por um lugar entre as melhores do Brasil.

De volta ao time

A volta de Geyse para a Seleção ocorreu em um momento de grande importância. Com o técnico Arthur Elias suspenso, o auxiliar Rodrigo Iglesias comandou o time e pode contar com a atacante em sua melhor forma. Aquela bicicleta no minuto 38 representava não apenas um gol importante, mas o coroamento de meses de trabalho para recuperar a confiança perdida com a morte do irmão.

Avaliação técnica do momento

O auxiliar não hesitou em elogiar a fase da atacante. “A Geyse está talvez no melhor momento da carreira”, avaliou, conforme registrou o ge > futebol feminino.

Iglesias detalhou os motivos do elogio. “É nítido como ela está bem com ela mesma. É potente, finalizadora, foi ótimo ter feito o gol porque ela merece, entrega muito e, dentro do que a gente tem proposto, ela casa muito bem com essas ideias”, explicou. Para o auxiliar, o impacto de Geyse no jogo transcendia os números. “Tem impacto muito grande no jogo, está em um momento incrível, acho que ela mereceu”, concluiu.

A análise de Iglesias reforçava aquilo que os números já indicavam: Geyse havia redescoberto sua melhor versão como jogadora e como pessoa.

Números da recuperação

Os números refletem a recuperação emocional e profissional de Geyse. Nos dez últimos jogos pelo América nesta temporada, a atacante marcou 16 gols e deu três assistências. Esse desempenho a colocou de volta nos planos da Seleção Brasileira e consolidou sua volta ao futebol de elite. Com essa sequência impressionante, Geyse provou que estava pronta para retomar seu lugar entre as melhores atacantes do futebol feminino brasileiro.

Seguir jogando por ele

Para Geyse, cada gol marcado agora carrega duplo propósito. Continua a jogar porque ama o futebol, mas também porque sente que segue a trajetória ao lado do irmão, seu protetor invisível. A bicicleta aos 38 minutos foi um gesto que sintetizava tudo isso: técnica, determinação e amor.

O lance do primeiro tempo não foi apenas um lance de qualidade técnica. Foi um ato de resistência de uma jogadora que quase desistiu e escolheu seguir. Foi uma conversa silenciosa com quem ficou para trás. E foi, acima de tudo, a confirmação de que Geyse encontrou seu caminho de volta não apenas ao futebol profissional, mas a si mesma.

Fonte: ge > futebol feminino

Perguntas frequentes

Quando faleceu Geovanne Ferreira, irmão de Geyse?

Geovanne faleceu em janeiro de 2025, em um acidente de carro.

Por que Geyse não voltou ao Manchester United após a morte do irmão?

A atacante recusou retornar à Inglaterra e preferiu lidar com o luto longe do futebol de elite europeu, buscando um ambiente que oferecesse melhor suporte emocional.

Qual foi o desempenho de Geyse nos últimos jogos pelo América?

Marcou 16 gols e deu 3 assistências nos últimos dez jogos pela equipe mexicana.

Written by
Camila Vasconcelos

Camila Vasconcelos cobre o futebol feminino internacional — Champions League Feminina, ligas europeias e o mercado de transferências de jogadoras brasileiras no exterior. Acompanha de perto o crescimento do investimento no esporte fora do Brasil.