Em resumo
- O Paysandu confirmou sua permanência na Série A2 para 2027 pela terceira vez seguida após a conclusão da 14ª rodada.
- As bicolores empataram 2 a 2 com o Ação-MT, com um gol de Cynthia, ex-jogadora do Paysandu, nos acréscimos do jogo.
- Vitórias paralelas do 3B da Amazônia e do Taubaté fecharam as possibilidades de acesso do Paysandu pelo mata-mata, garantindo sua zona de segurança.
- O Tiradentes-PA disputa as quartas de final do acesso da Série A3 contra a Portuguesa-AP, buscando reverter um 5 a 2 desfavorável.
O Paysandu garantiu sua presença na Série A2 do Brasileiro Feminino para 2027, confirmando pela terceira vez consecutiva sua posição nesta divisão. A segurança veio após a conclusão da 14ª rodada, penúltima da competição atual, através de um jogo do próprio clube combinado com resultados de outros confrontos que ocorreram no fim de semana de 1º e 2 de setembro. Esse conjunto de fatores vedou definitivamente qualquer possibilidade de rebaixamento e, simultaneamente, eliminou as chances matemáticas de acesso pelo mata-mata — deixando o Paysandu em uma zona de conforto relativo, garantido, mas sem a possibilidade de sonhar com mais.
O jogo das bicolores e o drama do empate
Os gols no primeiro tempo
No sábado, 1º de setembro, o Paysandu recebeu o Ação-MT em um confronto válido pela 14ª rodada. As bicolores começaram com tudo, abrindo 2 a 0 ainda na primeira metade da partida. Alê marcou aos 13 minutos, e Brendinha, no mesmo minuto, ampliou a vantagem, construindo uma margem que poderia ser confortável. Com esse placar, o time paraense encaminhava o resultado de forma positiva, sugerindo que sairia do campo com uma vitória importante para suas aspirações na competição.
A reação do Ação-MT e o desfecho
O intervalo, porém, mudou o ritmo da partida. Após retornar ao gramado, o Ação-MT apresentou uma reação que complicou a vida das bicolores. Natasha Sorriso descontou para o time mato-grossense aos 29 minutos do segundo tempo, trazendo esperança para um possível resultado diferente. Já nos acréscimos, aos 50 minutos, o empate saiu do pé de Cynthia — uma jogadora que conhecia bem o Paysandu, tendo atuado pela instituição em 2024. O gol da ex-bicolor selou um resultado que, ao fim e ao cabo, serviu à equipe paraense como base para a confirmação de sua permanência na divisão.
Os resultados paralelos que fecharam a conta
A queda de UDA-AL e Itacoatiara
Além do que ocorria em Belém, outros duelos da 14ª rodada tiveram importância decisiva para o futuro do Paysandu. Ainda no sábado, 1º de setembro, o 3B da Amazônia aplicou uma goleada de 4 a 0 sobre a UDA-AL, que até aquele momento ocupava a penúltima colocação na tabela. Esse resultado não apenas confirmou o rebaixamento da UDA-AL, mas também decretou automaticamente a queda do Itacoatiara, seu colega de zona de descenso. Com isso, duas equipes caíram para a divisão de cima, deixando mais claro o cenário da luta contra o rebaixamento para o Paysandu.
Taubaté se aproxima e aumenta a diferença
No domingo, 2 de setembro, o quadro ficou ainda mais definido quando o Taubaté entrou em campo contra o Doce Mel e aplicou um placar de 4 a 0. Com essa vitória, o time do interior paulista saltou para a oitava colocação com 18 pontos conquistados. A margem de quatro pontos em relação ao Paysandu — que havia chegado aos 14 pontos com o empate de sábado — criou um abismo praticamente intransponível a uma única rodada do fim, tornando impossível que as bicolares pudessem alcançar uma vaga no mata-mata por mais que vencesse seu compromisso final.
A matemática da segurança
A combinação desses três resultados configurou um cenário completamente único para o Paysandu na tabela de classificação. Impossibilitado de cair por rebaixamento, por estar suficientemente afastado da zona de perigo, e simultaneamente incapaz de subir para o mata-mata, por estar muito distante dos oito primeiros colocados, o time paraense garantiu uma posição de segurança absoluta, mas sem a possibilidade de lutar por objetivos maiores. O empate de sábado elevou o Paysandu para 14 pontos e a 10ª posição, representando um avanço de duas posições na tabela após um fim de semana agitado.

A presença consistente na Série A2
O Paysandu não chegou à Série A2 por acaso. A trajetória começou em 2024, quando o time conquistou o vice-campeonato da Série A3, a terceira divisão do futebol feminino brasileiro, garantindo assim o acesso para o segundo escalão. Na temporada 2025, o clube iniciou sua primeira jornada na A2 e conseguiu se manter. Agora, com a garantia de continuar em 2027, o Paysandu consolida-se como um elemento estável dessa divisão, diferente de muitos rivais que experimentam altos e baixos entre promoções e rebaixamentos. Essa consistência, especialmente considerando o tamanho e os recursos do futebol feminino no Pará, representa um feito notável para o clube.
O que não será — a ausência do mata-mata
Diferente de outras temporadas onde o Paysandu poderia manter a esperança de chegar ao mata-mata, 2027 não será uma delas. Se os resultados tivessem se desenvolvido diversamente — com vitórias em momentos chave — a oitava colocação ainda estava ao alcance. No começo desta rodada, quando o time abria 2 a 0 contra o Ação-MT, essa possibilidade ainda pairava no ar como uma motivação adicional. O empate em Belém, contudo, associado aos resultados paralelos de outros campos, fechou definitivamente essa porta. De ora em diante, a meta do Paysandu é tão somente cumprir o calendário restante e manter a dignidade de sua campanha.
Rio Negro-RR encerra a jornada
Uma única partida ainda separa o Paysandu do encerramento de sua participação na Série A2 de 2026. No sábado, 8 de setembro, às 15 horas, a equipe viajará para enfrentar o Rio Negro-RR, em um confronto que, do ponto de vista matemático, não carrega mais qualquer significado em termos de classificação ou permanência. Será uma oportunidade para o time buscar melhorias em seu posicionamento final, consolidar bons sentimentos e, talvez, usar a partida como preparação para o que virá em 2027. O ponto-final do capítulo 2026 será escrito somente após esse último apito.
Tiradentes-PA tenta seu próprio caminho
Enquanto isso, outro representante do Pará tenta abrir uma porta que o Paysandu não conseguiu manter aberta. O Tiradentes-PA disputa as quartas de final do acesso da Série A3, enfrentando a Portuguesa-AP em uma série melhor de dois. O primeiro jogo, porém, foi desfavorável: o Tiradentes perdeu por 5 a 2 em um resultado que deixou a equipe em posição complicada. O jogo de retorno será justamente no sábado, 8 de setembro, também às 15 horas, mas na cidade de Augusto Corrêa. Para que o Tiradentes consiga reverter esse placar e avançar rumo a uma possível presença na Série A2 em 2027, será necessária uma recuperação tática e emocional considerável, algo raramente visto quando um time está defasado em três gols.
Perguntas frequentes
Qual foi o resultado do jogo do Paysandu na 14ª rodada?
O Paysandu empatou 2 a 2 com o Ação-MT. As bicolores abriram 2 a 0 no primeiro tempo com gols de Alê e Brendinha, mas sofreram desconto com Natasha Sorriso e empate de Cynthia nos acréscimos (50').
Por que o Paysandu não pode mais ser rebaixado nem acessar o mata-mata?
Porque seus 14 pontos deixam o time na 10ª posição, à distância segura da zona de rebaixamento e também de alcançar a 8ª posição, que é ocupada pelo Taubaté com 18 pontos, faltando apenas uma rodada.
É a primeira vez que o Paysandu garante permanência na Série A2?
Não, é a terceira vez seguida. O time foi vice-campeão da Série A3 em 2024, estreiou na A2 em 2025 e agora garante sua permanência para 2027.