Em resumo
- Sorteio da Copa Feminina 2027 ocorre em 11 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
- Brasil será cabeça de chave do Grupo A e disputará o jogo de abertura em 24 de junho, com Maracanã recebendo 9 partidas incluindo a final em 25 de julho.
- Jill Ellis projeta recordes de público e efeitos econômicos positivos para toda a América do Sul, destacando chances reais do Brasil conquistar o título com apoio da torcida.
A Fifa confirmou que o sorteio da primeira fase da Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizado em 11 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O evento marca o ponto de partida oficial para os últimos preparativos de um torneio que reunirá 32 seleções e será disputado integralmente em solo brasileiro.
Quando e onde: sorteio em 11 de dezembro
Local escolhido como homenagem
A Fifa selecionou o Museu de Arte Moderna como sede da cerimônia em reconhecimento ao legado do futebol-arte brasileiro. A taça original da Copa do Mundo Feminina esteve em exibição no local, acompanhada por Jill Ellis, diretora de futebol da Fifa, que coordena os preparativos finais do evento.
Brasil como cabeça de chave
O sorteio determinará os grupos da fase inicial e os confrontos dos primeiros jogos. Brasil será cabeça de chave do Grupo A e disputará o jogo de abertura no dia 24 de junho, inaugurando oficialmente o torneio diante da torcida brasileira.
Brasil como candidato ao título
Jill Ellis não poupou elogios ao trabalho de Arthur Elias à frente da Seleção e às perspectivas do Brasil para conquistar o troféu. A diretora destacou que a equipe brasileira vive em trajetória ascendente desde a conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024.
De acordo com Ellis, o sucesso anterior eleva as expectativas internas. "Quando você experimenta o sucesso, as jogadoras acreditam que conseguem e isso se torna tudo mais fácil. Depois que ganharam uma medalha na Olimpíada, agora as opções são vencer ou vencer. Acho que é um bom plano misturar a experiência com jogadoras jovens porque é difícil ganhar uma Copa do Mundo. Elas vão ter a torcida local apoiando, o que cria esse sentimento de 12º jogador. O Arthur faz um grande trabalho. Ele teve muito sucesso no Corinthians e agora quer traduzir esse sucesso para a Seleção. Acho que vai ser uma ótima oportunidade para elas tentarem vencer", declarou.
Ellis reconheceu competição de qualidade de outras potências, mencionando Espanha, Alemanha e Japão como candidatos ao título. Ainda assim, posicionou o Brasil entre os favoritos devido ao mix de experiência e juventude que Arthur Elias consegue reunir.

Maracanã: palco histórico
O Maracanã receberá nove partidas do torneio, incluindo o primeiro jogo e a final. Será a terceira ocasião em que o estádio sedia uma final de Copa do Mundo Feminina. A decisão está marcada para 25 de julho, consolidando o local como um dos espaços mais importantes para o futebol feminino mundial.
Ellis manifestou entusiasmo com a escolha do estádio. "Tem uma atmosfera incrível. Só a experiência de estar em um lugar icônico como este é incrível. Acho que é o match perfeito que seja o pano de fundo para nossa Copa", afirmou a diretora.
Acessibilidade em primeiro plano
A Fifa e os organizadores colocaram a acessibilidade no centro da estratégia de inclusão para o torneio. Jill Ellis enfatizou que o objetivo é garantir que torcedores locais e internacionais tenham oportunidade genuína de participar, independentemente de sua localização ou recursos.
"Temos muitos parâmetros para a Copa. Queremos acessibilidade para esse local, queremos que as pessoas locais sejam capazes de vir. Desde os locais até os torcedores internacionais. Precisamos garantir que tenhamos ingressos disponíveis para todos, teremos estádios bem grandes. Precisamos tornar o evento interessante, garantir que ele se comunique com a comunidade local. Para que as pessoas saibam que vai ter uma Copa do Mundo acontecendo no seu quintal e que elas podem ir para ver algo espetacular", declarou Ellis.
Negociações estão em andamento com cidades-sede para oferecer transporte gratuito aos torcedores que comprarem ingressos, reduzindo barreiras logísticas e financeiras para participação.
Efeitos para a América do Sul
A Copa de 2027 será a primeira Copa do Mundo Feminina disputada na América do Sul, posição que Jill Ellis vê como catalisadora para desenvolvimento econômico e esportivo em todo o continente. A diretora projeta um "efeito dominó" que beneficiaria não apenas o Brasil, mas toda a região.
"Brasil tem ótimas jogadoras, a Colômbia investiu bastante e tem uma ótima liga. Você precisa de uma liga forte para que as jogadoras venham e joguem. Acredito que isso é algo que espero que seja consequência da Copa. Não são somente as seleções que vão se beneficiar. As pessoas vão ver os jogos, estar nas partidas. É esse efeito que queremos. Desenvolver as ligas locais, as jovens atletas, as seleções", disse Ellis.
A expectativa inclui aumento na qualidade dos campeonatos femininos regionais e maior investimento em estruturas de formação de jogadoras.
Público recorde esperado
Ellis projetou que a Copa de 2027 estabelecerá recordes de público para torneios femininos. Segundo a diretora, a combinação entre país-sede, infraestrutura e paixão do torcedor brasileiro cria cenário único para o evento.
"Eu acho que o Brasil, por causa da história do futebol nesse país, tem uma torcida educada e ativa. É um destino lindíssimo, então muitos fãs vão vir do mundo todo. Eu não tenho dúvidas de que vamos bater recordes de públicos nessa Copa. Esse será o melhor Mundial de todos, por causa dessa combinação: o país-sede, as pessoas que vão estar aqui e os fãs que vão vir e visitar o Brasil", garantiu.
Aline Pellegrino, diretora de legado da Copa de 2027, e a lateral Antonia estiveram presentes na apresentação da taça no Museu de Arte Moderna.
Qualificação e repescagem
O formato mantém 32 seleções, igual à edição de 2023. Das 14 vagas ainda em disputa, sete virão das Eliminatórias da Europa, quatro serão decididas pela Concacaf e três sairão de uma repescagem intercontinental com dez seleções.
A repescagem divide-se em duas fases. A preliminar ocorrerá entre 24 de novembro e 5 de dezembro com Taiwan, Uzbequistão, África do Sul, Gana, Equador e Papua Nova Guiné. Cada equipe disputará três partidas, e as duas melhores avançarão à fase final.
A fase final da repescagem está marcada para 23 de fevereiro a 6 de março. Nela, Venezuela, duas representantes da Concacaf e uma da Uefa entram diretamente nos confrontos que definirão as três seleções classificadas para a Copa.
Já garantidas para 2027 estão: Brasil (país-sede), Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas, Japão, Nova Zelândia, Alemanha, Argentina, Colômbia, Dinamarca, Espanha, França, Argélia, Marrocos, Camarões e Malawi.
Perguntas frequentes
Quando será o sorteio da Copa Feminina 2027?
O sorteio será realizado em 11 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, determinando os grupos da primeira fase.
Qual será o papel do Brasil no torneio?
Brasil é país-sede, será cabeça de chave do Grupo A e fará o jogo de abertura em 24 de junho, com a final no Maracanã em 25 de julho.
Quantas seleções já se classificaram e quantas ainda disputam vagas?
18 seleções já estão garantidas, enquanto 14 vagas estão em disputa através das Eliminatórias da Europa (7 vagas), Concacaf (4 vagas) e repescagem intercontinental (3 vagas).