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Seis convocadas passaram pela Copinha F, diz Arthur Elias

Em resumo

  • Seis das 28 convocadas por Arthur Elias para amistosos de outubro foram formadas na Copinha F, representando 20% do elenco escolhido.
  • Kaylane é bicampeã da Copinha F e a jogadora com mais participações no torneio, tendo disputado as edições de 2023, 2024 e 2025.
  • Vinte e uma de vinte e duas campeãs do Sul-Americano Sub-20 e dezoito de vinte e uma convocadas para Copa do Mundo Sub-20 passaram pela Copinha F.
  • FPF expande categorias de base com o início do Paulista F sub-13 em 27 de setembro, completando estrutura de formação com sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20.

A Copinha F completa sua quarta edição em novembro, consolidando-se como uma das iniciativas mais eficazes de formação de jogadoras no futebol feminino brasileiro. Criada e organizada pela Federação Paulista de Futebol em 2023, a competição sub-20 segue produzindo atletas que chegam à seleção adulta em tempo recorde. Na convocação de Arthur Elias para os amistosos contra a Argentina em outubro, seis das 28 jogadoras chamadas passaram pela Copinha F — o que corresponde a aproximadamente 20% do elenco escolhido.

A Copinha F e suas seis representantes na convocação

As seis convocadas que participaram do torneio garantem espaço na disputa contra a Argentina em 10 de outubro em Porto Alegre e 13 de outubro em Recife. A presença delas reflete a amplitude geográfica e os diferentes posicionamentos do grupo de Arthur Elias.

Yanne Lopes e a caminhada da goleira

Yanne Lopes, atualmente goleira do Bahia, foi uma das convocadas que passou pela Copinha F em 2023, quando ainda defendia a Ferroviária. Sua trajetória na competição paulista contribuiu para o desenvolvimento técnico que a colocou na mira da seleção principal, especialmente com a Copa do Mundo de 2027 se aproximando.

Priscila e Jhonson, ataques testados

Priscila, atacante que hoje joga pelo América do México, participou da Copinha F em 2023 vestindo a camisa do Internacional. Jhonson, colega de ataque e jogadora do Corinthians, passou pelo torneio em 2023 defendendo as Brabas. Ambas foram selecionadas para os testes de Arthur Elias nos amistosos de outubro, momento em que o técnico analisa atletas promissoras para os sete meses restantes até o mundial brasileiro.

Tamara Bolt e Tainá Maranhão completam o grupo

Tamara Bolt, lateral-atacante que atua pelo Washington Spirit nos Estados Unidos, jogou a Copinha F em 2023 ainda no Internacional. Tainá Maranhão, atacante do Palmeiras, completou a lista ao participar da edição de 2024. Essas jogadoras ilustram como o torneio captura talentos em diferentes momentos de suas trajetórias e os mantém em desenvolvimento contínuo.

Kaylane, a exceção bicampeã

Kaylane se destaca entre as seis por um diferencial único: a volante do Flamengo disputou a Copinha F em 2023, 2024 e 2025, sendo bicampeã da competição com o clube. Sua permanência no torneio ao longo de três edições — subindo de categoria com a Federação Paulista — demonstra o compromisso da FPF com o desenvolvimento de longo prazo. Kaylane não apenas ganhou títulos na Copinha F mas consolidou-se como referência de volume de participação, integrando a seleção adulta após esse percurso.

Estatísticas que comprovam o impacto

Os números revelam que a Copinha F evoluiu para ser uma ferramenta confiável de formação em escala nacional. A partir da edição de 2025, o torneio passou a contar com representantes de todas as regiões do país, ampliando seu alcance além de São Paulo e consolidando sua função como vitrine brasileira de talentos sub-20.

Sul-Americano Sub-20 e Copa do Mundo

Vinte e uma das vinte e duas atletas campeãs do Sul-Americano Sub-20 feminino participaram da Copinha F. Na Copa do Mundo Feminina Sub-20, o número também é expressivo: dezoito das vinte e uma convocadas para a competição fizeram parte do torneio paulista. Adicionalmente, uma em cada seis jogadoras inscritas no Paulistão F feminino passou pela Copinha F, evidenciando a sobreposição entre as competições estaduais e a formação nacional.

Projeção para a Copa do Mundo de 2027

Kin Saito, diretora de futebol feminino da FPF, enfatiza que a Copinha F foi criada para potencializar o processo de formação das atletas no momento em que o Brasil ainda estabelecia competições de base oficiais. A primeira competição de base oficial de futebol feminino no país começou apenas em 2017 com o Paulista F sub-17. A Copinha F chegou para corrigir essa lacuna, oferecendo uma vitrine nacional onde atletas das diferentes regiões competem no mesmo nível. Saito aponta que na Copa do Mundo no Brasil em 2027, a seleção que representar o país trará uma formação mais completa, resultado direto do trabalho realizado por competições como a Copinha F.

Expansão da base feminina paulista

Enquanto a Copinha F se consolida em sua quarta edição, a FPF avança com novas iniciativas. O Paulista F sub-13 começará a ser disputado em 27 de setembro, inaugurando um novo patamar de categorias oficiais no futebol feminino de base do estado.

Paulista F sub-13 e as quatro categorias

Com o estabelecimento do Paulista F sub-13, a FPF passará a oferecer competições estaduais femininas para quatro categorias formativas: sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20. Essa estrutura cria um caminho contínuo desde as categorias mais jovens até a porta de entrada para a seleção adulta. O sorteio dos grupos da quarta edição da Copinha F será realizado em 26 de setembro às 19h de Brasília, com o torneio propriamente dito começando em novembro. Serão detalhados nessa data os clubes participantes, sedes, estádios e fórmula da disputa, consolidando a programação que estende a formação federada até as atletas mais novas.

Arthur Elias e a ponte entre base e seleção adulta

Arthur Elias confirmou sua intenção de testar atletas promissoras nos amistosos contra Argentina, com foco nos sete meses que antecedem a Copa do Mundo de 2027. O técnico ressalta que é comum uma jogadora que passou pela seleção sub-20 ter oportunidade na seleção principal, mas o timing varia de atleta para atleta. Sua estratégia para os dois confrontos é colocar todas as convocadas para jogar, permitindo uma avaliação mais correta e justa de cada uma delas. Essa abordagem conecta diretamente a formação oferecida por competições como a Copinha F com o trabalho realizado na seleção adulta, criando uma linha contínua de desenvolvimento.

A formação completa como meta de futuro

Kin Saito conclui que o Brasil espera ver atletas que passem pela formação integral e completa chegarem às Copas do Mundo de 2031 e 2035. O número crescente de jogadoras que transitam entre as categorias de base e a seleção adulta reflete o mérito da existência de competições que fomentam os talentos brasileiros. A Copinha F, ao lado do Paulista F em suas diferentes categorias, funciona como alicerce dessa estrutura que projeta o futebol feminino brasileiro para as próximas décadas, com ênfase especial na Copa do Mundo de 2027 que o país sediará.

Perguntas frequentes

Por que a Copinha F é importante para a seleção feminina?

A Copinha F é uma vitrine de formação em nível nacional que coloca em evidência atletas sub-20 de todas as regiões do Brasil. Desde 2025, o torneio conta com representantes de todas as regiões, e os números comprovam seu impacto: vinte e uma de vinte e duas campeãs do Sul-Americano Sub-20 e dezoito de vinte e uma convocadas para Copa do Mundo Sub-20 participaram do torneio.

Quando será a próxima edição da Copinha F?

A quarta edição da Copinha F começa em novembro de 2026. O sorteio dos grupos será realizado em 26 de setembro às 19h de Brasília, quando serão detalhados os clubes participantes, sedes, estádios e fórmula da disputa.

Qual é a próxima iniciativa da FPF para categorias de formação feminina?

O Paulista F sub-13 começará a ser disputado em 27 de setembro. Com essa nova competição, a FPF passará a contar com torneios estaduais femininos para quatro categorias formativas: sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20.

Written by
Isabela Marreiros

Isabela Marreiros cobre a Copa do Mundo Feminina e grandes torneios internacionais, com análise tática e histórica das principais seleções do planeta. Já viajou para acompanhar mundiais e olimpíadas de perto.