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Djeni mantém paixão pelo Flamengo e aponta força do time nas quartas

Em resumo

  • Djeni reafirma sua lealdade histórica ao Flamengo, clube que sempre admirou, mantendo a paixão cultivada desde a infância com apoio da mãe.
  • O Flamengo enfrentará a Ferroviária neste sábado às 16h30 nas quartas de final do Brasileirão, com entrada gratuita e transmissão na Globo e sportv.
  • A capitã marcou três gols nas últimas duas rodadas e aponta que o time alcançou maior efetividade no ataque, fator decisivo para a classificação.
  • Cristiane e Djeni projetam esperança para a Copa do Mundo 2027 no Brasil, vendo a competição como oportunidade de impacto para o futebol feminino.

Antes de qualquer conquista dentro de campo, Djeni carrega uma identificação que antecede sua carreira profissional. A capitã do Flamengo, que entra em campo neste sábado contra a Ferroviária pelas quartas de final do Brasileirão Feminino, reafirmou a ligação familiar e pessoal que mantém com o clube carioca, enquanto aponta que o elenco rubro-negro chega ao mata-mata em crescimento evidente.

A lealdade flamenguista que vem de longe

Djeni não escolheu o Flamengo por acaso. Sua mãe é flamenguista convicta, e essa influência moldou a trajetória da jogadora desde criança. Enquanto sua família não converteu seus irmãos e seu pai — ambos atleticanos — ela permanece fiel ao clube do coração ao lado da mãe. “Minha mãe é flamenguista, eu sempre fui flamengo, desde que eu me conheço por gente. Não conseguimos converter meus irmãos nem meu pai, mas eu e ela somos fiéis. Eles são Atlético-MG, mas isso deixa pra lá, porque não gosto nem de falar”, brincou a capitã ao falar sobre as preferências divergentes dentro de sua casa.

Atualmente, a relação de Djeni com a oportunidade de defender a camisa que sempre admirou evoluiu com a maturidade. Nos primeiros tempos como profissional, a capitã enfrentava um misto de emoções e ansiedade ao representar seu clube do coração, ansiosa por títulos imediatos. Com o tempo e a experiência acumulada, ela aprendeu a gerenciar esses sentimentos. “Agora estou mais habituada, porque no início foi um misto emoções. Você fica naquela ansiedade de conquistar o título logo pelo seu clube do coração. Hoje consigo estar mais centrada, mais tranquila e dar uma separada um pouco nas coisas”, revelou sobre esse amadurecimento.

O duelo das quartas contra a Ferroviária

Um confronto que exige máximo esforço

O Flamengo receberá a Ferroviária neste sábado às 16h30, no Luso-Brasileiro, em jogo que marca a ida das quartas de final. A transmissão acontece na Globo e no sportv, enquanto os portões estarão abertos para os torcedores, com entrada gratuita para motivar a presença de apoiadores na arquibancada. Cristiane, que integra o elenco flamenguista, reforçou que o oponente não deverá ser subestimado. “Ter se classificado foi muito importante para nós, já que oscilamos muito durante a competição. Vamos pegar uma equipe muito qualificada, sabemos o potencial que elas têm”, alertou a jogadora sobre a Ferroviária.

A importância do fator casa

A entrada gratuita e o apoio da torcida ganham relevância estratégica em uma fase decisiva. Cristiane enfatizou esse detalhe: “Temos que tentar fazer o primeiro resultado aqui na nossa casa, com a nossa torcida. Acho que é essencial para darmos continuidade na competição e brigar pelo título”. Para Djeni, a força coletiva do time, além do apoio externo, coloca o Flamengo em posição vantajosa. “Acho que o Flamengo chega muito forte, porque a gente tem uma ideia de jogo muito definida. Fomos muito propositivas ao longo do torneio”, avaliou a capitã sobre o desempenho coletivo.

O salto de rendimento de Djeni na reta final

Três gols que mudaram a trajetória

Nas duas últimas rodadas da primeira fase, Djeni marcou três gols, invertendo sua produção ofensiva em um momento crítico quando o Flamengo buscava garantir sua vaga nas quartas. Esse aproveitamento não apenas ajudou na classificação do time, como também ressignificou a performance pessoal da capitã durante a competição. “Claro que eu queria ter feito gols antes, mas com a persistência, agora estou concluindo melhor”, reconheceu sobre o período anterior menos produtivo.

Efetividade no último terço do campo

O principal ajuste que o Flamengo precisava fazer até chegar às quartas era converter melhor as oportunidades geradas, algo que ficou evidente em sua análise. Djeni apontou esse cenário com clareza: “O que a gente precisava era acertar o último terço, fazer mais gols, e nessas últimas rodadas a gente foi mais efetivo nesse sentido”. Para ela, essa melhora oferece confiança para o mata-mata, onde qualquer erro é mais custoso. “(A reta final) Dá uma empolgada. Era tudo ou nada para nós, principalmente porque estávamos brigando pela classificação”, afirmou sobre o período.

Cristiane e a volta ao título que não vem desde 2013

Para Cristiane, esta é uma segunda oportunidade de inscrever seu nome novamente entre as vencedoras do Campeonato Brasileiro Feminino. Ela conquistou a taça em 2013 pelo Centro Olímpico, portanto há 13 anos. Reencontrar esse título com o Flamengo representa não apenas um prêmio pessoal, mas uma marca importante em seu legado. “Faz muitos anos que eu conquistei o Campeonato Brasileiro. (Vencer de novo) Seria importantíssimo pra nossa carreira e, principalmente, para o Flamengo, que já tem um projeto com a modalidade há um tempo”, ponderou.

A jogadora destacou também a composição atual do elenco rubro-negro. “Temos uma mescla muito grande dentro do nosso elenco, que espera muito conquistar esse título de novo para o nosso clube”, reforçou Cristiane, evidenciando que a busca por um título passa por toda a estrutura montada pelo Flamengo no futebol feminino.

O caminho do Flamengo até as quartas

Classificação como quinto colocado

O Flamengo se classificou para as quartas de final como quinto colocado na primeira fase, acumulando oito vitórias, seis empates e três derrotas. Djeni resgatou esse processo como fundamental para entender a força que o time carrega agora. “Acho que o Flamengo chega muito forte porque a gente tem uma ideia de jogo muito definida. Fomos muito propositivas ao longo do torneio”, repetiu como referência ao desempenho coletivo que a leva ao mata-mata.

A despedida de Thaisa Moreno e o legado rubro-negro

Durante a campanha que culminou na classificação, o Flamengo enfrentou uma baixa significativa. Thaisa Moreno, volante de 37 anos que marcou presença no clube desde 2022, anunciou sua aposentadoria em julho. Ela acumulou 100 jogos com a camisa rubro-negra e uma extensa carreira pela seleção brasileira, deixando um legado importante no projeto feminino flamenguista. “Ela (Thaisa) fez parte do processo, principalmente no início dessa reformulação do Flamengo. Nada apaga o que ela fez para o futebol feminino e com a camisa do Flamengo. Com certeza, é algo a mais, se a gente levantar esse título, a medalhinha dela está garantida”, disse Djeni em tributo à companheira que se despediu.

Esperança para a Copa do Mundo 2027

Além do foco imediato nas quartas e na possibilidade de levantar o Brasileirão, Djeni e Cristiane compartilham a expectativa sobre a Copa do Mundo Feminina que ocorrerá no Brasil em 2027. Ambas já vestiram a amarela e nutrem esperança de estar presentes em uma competição que retorna ao país depois de duas décadas. “As expectativas são as melhores possíveis. Vai ser na nossa casa. Vou torcer muito pra quem estiver lá fazer uma grande Copa do Mundo, porque quem ganha com isso é a modalidade, somos nós. Torço para ser um grande espetáculo, para todo mundo sair ganhando”, afirmou Djeni sobre o torneio que será no Maracanã e em outros estádios brasileiros.

Cristiane complementou essa esperança com referência histórica. “A gente conseguiu lotar o Maracanã em 2007 no Pan-Americano, então tomara que isso aconteça novamente. É a maior competição do planeta. Torcemos muito para que as pessoas possam comparecer. Levem a criançada e todo mundo, vai ser um evento muito grande dentro do nosso país, então estou torcendo para que a gente lote todos os estádios possíveis”, concluiu, ressaltando a importância de mobilizar o público brasileiro para uma competição de tal magnitude.

Perguntas frequentes

Por que Djeni é flamenguista?

Djeni é flamenguista desde criança pela influência de sua mãe, que é apaixonada pelo clube. Ela e a mãe permanecem fiéis ao Flamengo, diferentemente de seus irmãos e pai, que são atleticanos.

Qual foi o desempenho de Djeni nas últimas rodadas da primeira fase?

Djeni marcou três gols nas duas últimas rodadas do Brasileirão, melhorando sua efetividade no ataque e ajudando o Flamengo a se classificar para as quartas de final como quinto colocado.

Quando Cristiane venceu o Brasileiro Feminino?

Cristiane conquistou o Campeonato Brasileiro Feminino em 2013 jogando pelo Centro Olímpico, buscando agora reconquistar o título 13 anos depois com o Flamengo.

Written by
Camila Vasconcelos

Camila Vasconcelos cobre o futebol feminino internacional — Champions League Feminina, ligas europeias e o mercado de transferências de jogadoras brasileiras no exterior. Acompanha de perto o crescimento do investimento no esporte fora do Brasil.