Em resumo
- Arthur Elias afirma que a lista para a Copa do Mundo Feminina 2027 está 74% pronta, com oito meses para a competição se iniciar.
- O técnico adota três critérios principais: performance nos clubes, postura durante o processo de seleção e projeção para o período até a Copa.
- O ataque é o setor menos definido, com dez jogadoras convocadas para os amistosos, pois é a posição com mais disputa e mais vagas no elenco.
- A Seleção lançará um projeto inédito no fim de outubro focado apenas em goleiras, realizado na Granja Comary com representantes de todas as regiões do Brasil.
Com oito meses para a Copa do Mundo Feminina de 2027, o técnico Arthur Elias avança na montagem do elenco da Seleção Brasileira e afirma que a lista está 74% pronta. A precisão reflete o trabalho metodológico para definir os 23 nomes que irão representar o Brasil na competição.
Para os amistosos contra a Argentina neste mês de outubro, Arthur Elias convocou 28 jogadoras, duas a mais que a quantidade habitual nesses confrontos preparatórios. O número maior de atletas reflete a estratégia do técnico de dar oportunidade a diferentes perfis e testar variações para os próximos oito meses.
Os critérios de seleção de Arthur Elias
O técnico adota três pilares para avaliar quem entra na lista final. O primeiro é a performance nas competições de clubes, priorizando quem tem mais minutos em campo e que causa impacto efetivo nos jogos. O segundo avalia a postura e o comportamento da atleta durante todo o processo de convocação e treinamento com a seleção. O terceiro é a projeção da jogadora para o período que falta até a Copa, levando em conta evolução esperada e consistência.
Essa metodologia não é recente. A estratégia começou na Data Fifa de junho, quando Arthur Elias enfrentou os Estados Unidos. Desde então o técnico busca consolidar critérios que permitam chegar à Copa com um grupo testado e alinhado.
Tática sob revisão nos amistosos
Os dois encontros contra a Argentina servem tanto para medir o desempenho das convocadas quanto para experimentar. A dupla de amistosos no Beira-Rio em Porto Alegre e na Arena de Pernambuco, no Recife, dá tempo suficiente para colocar todas as 28 atletas em campo, conforme Arthur Elias deseja.
Além de minutos para diferentes jogadoras, o técnico trabalhará novas variações no sistema de jogo. A atacante Priscila, questionada por ge > futebol feminino sobre as mudanças, afirmou que Arthur Elias comunica com clareza as intenções táticas e que, dado o pouco tempo de convocação, as atletas precisam absorver rápido essas ideias. “Acredito que vai ser bom para que a gente chegue na Copa com novas formas de jogar”, completou a jogadora.
A defesa mais definida, o ataque aberto
Goleiras ainda em avaliação
O setor de goleiras é um dos que ainda têm mais nomes em consideração. A convocação traz quatro goleiras nesta Data Fifa. Entre elas aparece Yanne, do Bahia, como uma das novidades, abrindo espaço para novas avaliações nessa posição.
Fora dos amistosos, no fim de outubro, a Seleção lançará um projeto inédito de captação focado apenas em goleiras. Todas as regiões do Brasil terão representantes nesse período preparatório, que acontecerá na Granja Comary, centro de treinamento da CBF.
Zaga com nomes consolidados
Na defesa, Arthur Elias trabalha com um quarteto que ganhou mais maturidade: Isa Haas, Mariza, Tarciane e inicialmente Thais Ferreira. No entanto, Thais foi cortada da convocação devido a um desconforto no joelho e substituída por Carol Gil, do São Paulo, campeã brasileira pelo clube na final do Brasileirão.
A lateral Tamara Bolt, do Washington Spirit, apareceu como a maior surpresa da convocação e pode atuar também como ponta, ampliando as opções táticas do time.
Meio-campo em transição
No setor intermediário, Duda Sampaio e Angelina estão consolidadas e são referências. Contudo, o técnico ainda trabalha com outras possibilidades. Jaque, do Corinthians, é uma opção menos utilizada até agora. Somam-se a ela duas meio-campistas que vêm da seleção sub-20: Kaylane, do Flamengo, e Clarinha, do Benfica.
De acordo com ge > futebol feminino, Clarinha relatou não estar nervosa, mas ter sentido a ansiedade crescer enquanto acompanhava a divulgação da convocação.
Ataque: o setor com mais disputa
O ataque é o setor menos definido e comporta a maior quantidade de convocadas. De 28 atletas, dez jogam nessa posição. Arthur Elias justifica a quantidade pela grande oferta de talentos ofensivos que o Brasil tem: “A gente gosta de atacar e fazer gol. É a posição que temos mais disputa, mas também tem mais vaga”.
Entre as convocadas estão Tainá Maranhão, do Palmeiras, que ganhou força recentemente ao aproveitar bem as oportunidades de minutos. Kerolin, Gio Garbelini, Luany, Bia Zaneratto e Priscila, esta recuperada de lesão, continuam no radar do técnico. Geyse retornou às listas desde junho, enquanto Jhonson, Marília e Maiara ampliam as opções.
Maiara merece destaque especial. A atacante do Angel City estava sendo convocada como volante e agora é chamada para o setor ofensivo, refletindo a estratégia de Arthur Elias de potencializar as jogadoras em diferentes funções conforme a necessidade.
Novas faces trazem flexibilidade tática
A presença de nomes como Tamara Bolt, que disputa liga americana, e Maiara mudando de função exemplificam o trabalho do técnico em buscar flexibilidade. Desde setembro de 2023, Arthur Elias convocou 102 jogadoras diferentes, número que inclui as novidades identificadas no Brasileirão: as goleiras Yanne e Carlinha, do São Paulo, e a zagueira Tayla.
A seleção abrange atletas de nove países diferentes, porém metade das convocadas atuam no Brasileirão, demonstrando a força da competição doméstica na formação do elenco.
Lesionadas com perspectiva
Duas atacantes importantes seguem em recuperação e podem retornar. Dudinha e a lateral Yasmin se recuperam de lesões no LCA, mas Arthur Elias mantém perspectivas positivas quanto à participação delas na Copa.
Fonte: ge > futebol feminino
Perguntas frequentes
Qual é o estágio de preparação da seleção feminina para a Copa do Mundo de 2027?
De acordo com Arthur Elias, a lista está 74% pronta, com oito meses para a competição. O técnico convocou 28 jogadoras para os amistosos contra a Argentina e está testando variações táticas e oportunidades para diferentes jogadoras.
Como Arthur Elias escolhe as jogadoras para a seleção?
O técnico adota três critérios: performance nos clubes com mais minutos em campo e impacto nos jogos, postura e comportamento da atleta durante o processo de convocação e treinamento, e projeção dela para o período até a Copa.
Qual setor tem mais definições e qual está mais aberto?
A defesa possui nomes mais consolidados, como Isa Haas, Mariza e Tarciane. O ataque é o setor menos definido, com dez jogadoras convocadas nesta Data Fifa, pois é a posição com maior disputa e também mais vagas no elenco.