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Porto Velho enfrenta Genus na final do Rondoniense Feminino Sub-17

Em resumo

  • Porto Velho enfrenta Genus neste domingo, às 16h, no CDF Heitor Costa, pela final do Campeonato Rondoniense Feminino Sub-17.
  • A volante Manu é o principal destaque do Porto Velho com 6 gols na temporada e confiança no desempenho.
  • O Genus chega à final como equipe que cresceu ao longo da competição, reunindo atletas do interior e de outros estados do Norte, incluindo uma jogadora indígena entre suas principais destaques.
  • A final reflete a expansão do futebol feminino de base em Rondônia, com estruturas de formação que oferecem oportunidades para meninas desde os 12 anos.

Porto Velho e Genus se encontram neste domingo, 11 de outubro, às 16h, no Centro de Desenvolvimento do Futebol Heitor Costa, para decidir o Campeonato Rondoniense Feminino Sub-17. A partida reúne as duas melhores campanhas da competição e marca um momento de expansão do futebol feminino de base no estado, com traços de rivalidade regional, superação pessoal e busca pelo troféu máximo do futebol juvenil feminino rondoniense.

A decisão do título estadual

A final enfrenta dois projetos distintos. De um lado, o Porto Velho constrói sua campanha sobre solidez ofensiva e consistência técnica, capitaneado pela volante Manu, que somou 6 gols na temporada. Do outro, o Genus apresenta-se como um time que reflete a diversidade geográfica do estado e de regiões vizinhas, reunindo atletas do interior e de núcleos de outros estados do Norte, além de contar com uma jogadora indígena entre suas principais destaques.

Segundo informações do ge > futebol feminino, o Porto Velho chega motivado pela preparação intensa durante a competição e pelo desempenho consistente ao longo das partidas anteriores. A Locomotiva, como é conhecida, representa o futebol da capital e traz consigo a expectativa de consolidar seu domínio na categoria de base.

Porto Velho na busca pela confirmação

Manu e a confiança na artilharia

Emanuele Carla, a Manu, virou peça central no ataque do Porto Velho. Em entrevista ao ge > futebol feminino, a volante destacou a preparação da equipe e sua própria evolução pessoal nesta temporada. “Com a preparação que a gente está tendo, é só confiar e fazer o que tem que fazer. Espero que Deus abençoe o nosso time para podermos trazer esse título”, afirmou Manu. A jogadora reconheceu que enfrentava dificuldades para marcar gols anteriormente, mas conseguiu transformar esse ponto fraco em força ao longo da competição. “A temporada tem sido muito boa para mim. Eu tinha dificuldade para fazer gols e agora estou conseguindo ajudar a equipe, o que me dá mais confiança”, completou.

Geovanna Moreno e a memória da campanha anterior

A atacante Geovanna Moreno traz em sua fala o peso emocional da temporada passada. De acordo com o ge > futebol feminino, a jogadora reviveu a frustração de não conquistar o título no ano anterior e usa essa experiência como combustível para o confronto de domingo. “Passa um filme ao lembrar do ano passado e de como queremos ganhar esse campeonato”, disse Moreno em declaração à reportagem. A atacante também ressaltou o esforço coletivo das atletas que se deslocam do interior para treinar diariamente na capital, um ponto que marca a dinâmica do futebol de base rondoniense.

“Mostra o esforço de todas, com meninas vindo do interior para treinar todo dia. Ganhar esse título é o que falta para o time finalmente embalar”, acrescentou. Geovanna também enxerga o troféu como uma oportunidade de consolidar o espaço que as atletas conquistaram no futebol rondoniense. “É gratificante ver meninas conquistando um espaço que devia ser nosso desde sempre”, completou a atacante.

Flaviana Santiago vê transformação do futebol feminino

Flaviana Santiago, técnica do Porto Velho e ex-jogadora profissional, ofereceu uma perspectiva histórica do desenvolvimento da modalidade no estado. Para Santiago, o cenário atual é radicalmente diferente daquele que enfrentou quando atuava como jogadora. “Eu não tive a base que elas estão tendo hoje. Temos meninas de 12 anos treinando conosco e participando de campeonatos importantes”, observou a treinadora em entrevista ao ge > futebol feminino.

A técnica reconhece os obstáculos que ainda cercam o futebol feminino, mas sublinha os avanços realizados. “O futebol feminino ainda enfrenta preconceito, mas estamos rompendo essa barreira para alavancar a modalidade e permitir que essas meninas mostrem o brilho delas”, afirmou Flaviana Santiago. Seu discurso resume uma transição geracional em Rondônia: de uma época onde estrutura de formação era praticamente inexistente para um momento em que categorias de base funcionam regularmente e oferecem espaço para dezenas de meninas.

Dynamic shot of an athlete throwing a discus outdoors, showcasing athleticism and motion.

Genus chega como desafiante com tática renovada

Trajetória de ajustes táticos durante a competição

O Genus trilhou um caminho diferente até a final. Segundo o ge > futebol feminino, o time enfrentou um início oscilante na competição, mas ajustou progressivamente seu posicionamento em campo ao longo das rodadas. O primeiro jogo da campanha não representou bem a equipe, mas os ajustes táticos implementados pelo técnico Josy Brás permitiram que o Genus se fortalecesse a cada partida até garantir sua presença na grande decisão.

Josy Brás reconhece a qualidade do adversário e demonstra confiança na organização de suas comandadas. “Nós fomos crescendo durante as partidas do campeonato. O primeiro jogo não foi tão bom, mas fomos organizando as meninas disponíveis e conseguimos chegar à final”, disse o técnico ao ge > futebol feminino. A mentalidade do Genus, conforme sua fala, concentra-se em competir com organização e disciplina tática, não apenas na execução individual.

A diversidade geográfica como identidade do Genus

Enquanto o Porto Velho representa a capital, o Genus é a representação da diversidade rondoniense e de regiões vizinhas do Norte. O time agrega atletas de núcleos do interior do estado, além de jogadoras que viajam de outras localidades para integrar o projeto, incluindo cidades como Califórnia, Vista Alegre, Plácido de Castro, Rio Branco e da Aldeia Kaxarari. Essa composição plural reflete uma realidade do futebol de base no estado: a necessidade de reunir talentos de diferentes regiões para formar equipes competitivas.

Segundo reportagem do ge > futebol feminino, o Genus contém entre suas atletas uma jogadora indígena que se destaca como uma das principais revelações do elenco. Essa característica adiciona uma camada de importância simbólica à participação do time na final, representando oportunidades de inclusão que historicamente estiveram afastadas do futebol competitivo feminino.

Expansão do futebol feminino de base em Rondônia

A final entre Porto Velho e Genus não é apenas um confronto entre dois times, mas um reflexo do crescimento estruturado do futebol feminino de base no estado. A presença de meninas com 12 anos participando de competições oficiais, a formação de núcleos em diferentes regiões e a abertura para que atletas de diferentes origens geográficas participem de projetos são indicadores de transformação.

O técnico do Genus mantém expectativas altas para o confronto, apesar de reconhecer o poderio do Porto Velho. “A expectativa é a melhor possível. Sabemos que do outro lado tem um grande adversário, o melhor do estado, mas vamos batalhar e jogar organizados para tentar sair campeões”, afirmou Josy Brás ao ge > futebol feminino. Essa disposição de competir contra uma equipe favorita, mesmo que consciente da dificuldade, exemplifica a mentalidade que vai para o campo neste domingo.

A decisão do título rondoniense sub-17 acontecerá em um contexto onde o futebol feminino brasileiro avança continuamente em estrutura, visibilidade e oportunidades para atletas em formação. Em Rondônia, essa expansão se manifesta através de competições regulares, projetos de inclusão e o surgimento de talentos que ampliam as possibilidades para o futuro do esporte no estado.

Fonte: ge > futebol feminino

Perguntas frequentes

Qual é a data, horário e local da final?

A final acontece neste domingo, 11 de outubro, às 16h, no Centro de Desenvolvimento do Futebol Heitor Costa em Porto Velho.

Quantos gols Manu marcou na temporada?

A volante Emanuele Carla, conhecida como Manu, marcou 6 gols na temporada pelo Porto Velho.

De onde vêm os atletas do Genus?

O Genus agrega atletas de núcleos do interior de Rondônia e de outros estados do Norte, incluindo Califórnia, Vista Alegre, Plácido de Castro, Rio Branco, além de uma jogadora da Aldeia Kaxarari.

Written by
Fernanda Quaresma

Fernanda Quaresma cobre as categorias de base e formação do futebol feminino brasileiro — sub-17, sub-20 e os centros de treinamento dos principais clubes. Acredita que o futuro do esporte se constrói nas categorias de formação.